Recuperação de crédito: insights do webinar sobre investigação patrimonial

A recuperação de crédito é um desafio constante para escritórios e departamentos jurídicos. Em muitas operações, o fluxo segue quase sempre o mesmo caminho: ajuizar a ação, acompanhar o processo e aguardar o desfecho. O problema é que, na prática, esperar raramente combina com resultado financeiro. Processos podem se arrastar por anos e, mesmo quando há sentença favorável, isso não significa necessariamente recuperação efetiva do crédito. No webinar de fevereiro, especialistas discutiram justamente esse ponto: como sair de um modelo baseado apenas no contencioso e construir uma estratégia de recuperação mais eficiente, combinando método, negociação extrajudicial e inteligência patrimonial. Neste artigo, reunimos os principais insights do encontro e como eles podem ser aplicados na prática por quem atua com cobrança e execução. A virada de chave na recuperação de crédito Um dos pontos centrais do debate foi uma mudança de perspectiva importante. Em muitas operações jurídicas, o problema não é falta de ação. O problema é que muitas dessas ações não se convertem em resultado financeiro. Na recuperação de crédito, a fase mais crítica não é apenas ganhar a tese jurídica. O verdadeiro desafio está em transformar o crédito reconhecido em dinheiro recuperado. Quando a execução não avança, o processo acaba se tornando: Um custo para o credor Um desgaste operacional Uma frustração dentro da carteira Por isso, uma pergunta prática para qualquer operação de cobrança é: Quantos processos realmente estão avançando para recuperação efetiva e quantos apenas continuam existindo no sistema? Sentença não significa pagamento na recuperação de crédito Outro ponto discutido no webinar foi um lembrete simples, mas fundamental: uma sentença favorável não garante recuperação do crédito. Do ponto de vista do credor, o objetivo da operação jurídica não é apenas movimentação processual. O objetivo é resultado. Isso significa que a estratégia jurídica precisa estar alinhada com perguntas mais amplas de negócio, como: Existe patrimônio disponível para execução? O devedor tem capacidade de pagamento? Há possibilidade de solução extrajudicial? Quais casos devem ser priorizados na carteira? Quando essas perguntas passam a orientar a operação, a atuação jurídica deixa de ser apenas processual e passa a ser estratégica. Os quatro pilares de uma recuperação de crédito mais eficiente Durante o webinar, foi apresentado um modelo de organização da recuperação de crédito baseado em quatro pilares. A ideia é transformar a operação em um processo estruturado, reduzindo decisões baseadas apenas em tentativa e erro. 1. Diagnóstico Antes de tomar qualquer medida, é essencial entender o cenário real do devedor. Isso envolve investigar: movimentações empresariais patrimônio disponível vínculos societários estrutura financeira Sem diagnóstico, qualquer decisão acaba sendo uma aposta. 2. Estratégia Nem toda dívida precisa seguir diretamente para um conflito judicial prolongado. Em muitos casos, a recuperação acontece com mais eficiência quando a negociação é estruturada com base em informações concretas sobre o devedor. Uma estratégia bem construída considera: A realidade financeira do devedor O objetivo do credor O melhor caminho para viabilizar pagamento 3. Execução com método A execução judicial continua sendo uma etapa fundamental em muitas recuperações de crédito. No entanto, resultados mais consistentes costumam surgir quando essa fase é conduzida com método, padronização e especialização, evitando abordagens improvisadas. Processos bem estruturados aumentam a eficiência e reduzem retrabalho dentro da operação. 4. Recorrência com inteligência patrimonial Um dos ganhos mais relevantes desse modelo é a previsibilidade. Quando a recuperação de crédito passa a contar com investigação patrimonial estruturada, o time jurídico consegue: priorizar melhor os casos da carteira escolher o momento mais adequado para agir aumentar as chances de recuperação efetiva O risco de executar no escuro Um erro comum nas operações de cobrança é iniciar medidas de execução sem um levantamento prévio de informações sobre o devedor. Executar sem investigar costuma gerar: custos desnecessários; medidas ineficazes e processos que se arrastam sem perspectiva de recuperação. Por outro lado, quando há investigação patrimonial prévia, é possível: Identificar devedores com potencial real de recuperação Ajustar o timing das medidas judiciais Melhorar a qualidade das negociações Antes de iniciar uma ação, vale considerar algumas perguntas básicas: Há indícios de patrimônio, como imóveis ou veículos? Existe participação societária em outras empresas? Há sinais de grupo econômico? Houve movimentações societárias recentes? Essas informações ajudam a orientar decisões mais estratégicas. Para equipes jurídicas que querem ganhar velocidade nessa etapa de diagnóstico e investigação patrimonial, a plataforma SONAR reúne dados estratégicos para apoiar decisões mais seguras na recuperação de crédito. Recuperação extrajudicial também pode ser estratégica Outro ponto importante discutido no webinar foi a valorização das soluções extrajudiciais. Existe um certo preconceito em algumas operações jurídicas, como se a negociação fosse um caminho menos eficaz do que a execução judicial. Na prática, muitas vezes acontece o contrário. Quando há diagnóstico e uma proposta bem estruturada, soluções extrajudiciais podem trazer resultados mais rápidos e eficientes. A chave está em negociar com base em informações concretas e com objetivos claros. Tecnologia como infraestrutura de decisão na recuperação de crédito Um dos consensos do encontro foi que tecnologia deixou de ser apenas um apoio operacional. Hoje, ela funciona como infraestrutura de decisão para a recuperação de crédito, isso significa: Menos tempo gasto buscando informações Mais tempo dedicado à estratégia Decisões mais embasadas Maior previsibilidade de resultados Ferramentas de inteligência patrimonial ajudam a estruturar esse processo, permitindo que a equipe jurídica investigue, priorize e tome decisões com mais segurança. Como aplicar esses insights na recuperação de crédito Para quem deseja transformar esses aprendizados em ação, um bom caminho é iniciar com um piloto simples dentro da operação. Algumas medidas práticas incluem: Definir critérios de priorização da carteiraIdentificar quais casos têm maior potencial de recuperação. Padronizar o diagnóstico patrimonialCriar um roteiro mínimo de investigação antes de iniciar medidas mais custosas. Acompanhar indicadores da operaçãoDois indicadores simples podem ajudar nesse processo: tempo até a primeira ação efetiva (judicial ou extrajudicial) e percentual de casos em que o diagnóstico gerou uma estratégia viável. Com esses dados, a operação começa a ganhar método e previsibilidade. Para equipes que desejam estruturar esse processo com mais agilidade, ferramentas de inteligência patrimonial podem apoiar o diagnóstico e a priorização de casos dentro da carteira. A plataforma SONAR, da LEME Forense, foi
Tem patrimônio aqui ou estamos insistindo à toa?

Em processos de recuperação de crédito, a pergunta que mais aparece nas reuniões estratégicas é direta: existe patrimônio a ser alcançado ou a empresa está apenas prolongando um contencioso improdutivo? A recuperação de crédito não é apenas uma questão de insistência. Trata-se, sobretudo, de estratégia. Empresas que operam com carteiras de inadimplência precisam equilibrar custo, tempo e probabilidade de êxito. Nesse contexto, a análise do patrimônio do devedor se torna o principal critério para definir o rumo da cobrança. Prossiga com a leitura para entender quando insistir faz sentido e quando a insistência pode gerar prejuízo. Primeiro passo: mapear o patrimônio Antes de aprofundar qualquer medida judicial, é essencial compreender a real situação patrimonial do devedor. Muitas vezes, a ausência aparente de bens decorre de uma investigação superficial. Em outros casos, o devedor efetivamente não possui ativos suficientes para satisfazer a dívida. Por isso, a etapa de mapeamento patrimonial funciona como um filtro estratégico. Com o apoio uma plataforma especializada de investigação, é possível identificar bens registráveis, conexões societárias e movimentações que indiquem capacidade de pagamento. Quando essa análise é feita de maneira estruturada e automatizada, a empresa evita investir recursos em ações com baixa probabilidade de retorno. Além disso, a identificação de patrimônio oculto ou pulverizado em diferentes estruturas jurídicas pode alterar completamente o cenário da recuperação. Em diversas situações, ativos estão vinculados a terceiros, holdings ou empresas coligadas, exigindo uma investigação técnica e integrada. Leitura complementar: Guia para uma Investigação Patrimonial Efetiva Sinais de que vale a pena insistir na recuperação Nem toda carteira inadimplente deve ser tratada da mesma forma. Existem indícios objetivos que sugerem a viabilidade de insistir na recuperação de crédito. Primeiramente, o básico: a existência de patrimônio registrado em nome do devedor. Imóveis, veículos, participações societárias e ativos financeiros aumentam significativamente as chances de satisfação do crédito. Em segundo lugar, vínculos empresariais ativos também merecem atenção. Devedores que mantêm operações comerciais em andamento tendem a gerar fluxo financeiro, o que pode viabilizar acordos ou medidas constritivas. Outro fator relevante é o histórico de movimentação patrimonial. Transferências recentes de bens, alterações societárias frequentes ou reorganizações empresariais podem indicar tentativas de blindagem. Nesses casos, insistir na investigação, com ferramentas de suporte, pode revelar caminhos jurídicos para responsabilização. Quando a insistência pode gerar prejuízo Por outro lado, insistir sem critérios pode transformar a recuperação em um centro de custos desnecessários. Processos longos, diligências repetitivas e honorários acumulados corroem a rentabilidade da operação. Devedor “sem bens”? Veja onde ele pode estar escondido Quando ferramentas de diagnóstico patrimonial demonstram inexistência de bens, ausência de atividade econômica e histórico prolongado de insolvência, a probabilidade de êxito tende a ser reduzida. Nesses cenários, relatórios consolidados de investigação permitem à empresa decidir com segurança se deve encerrar, suspender ou redirecionar a cobrança. Essa decisão não pode ser baseada em suposições. Ela exige evidências técnicas. Um diagnóstico patrimonial consistente, gerado por sistemas de análise de dados, permite preservar recursos para casos mais promissores. Tabela – Vale ou não vale a pena? Exemplos Vale a pena insistir? Devedor possui imóvel e veículo registrados em seu nome, livres para constrição ✅ Vale. Há patrimônio executável Nenhum bem localizado após investigação aprofundada ❌ Não vale. Chance de êxito é baixa Empresa devedora segue operando e faturando regularmente ✅ Vale. Existe geração de recursos Custos do processo superam o valor do crédito ❌ Não vale. Custo-benefício desfavorável Transferência recente de bens para familiares ou empresas ligadas ✅ Vale. Indício de ocultação patrimonial O papel da inteligência de dados na tomada de decisão A recuperação de crédito depende cada vez mais de inteligência de dados. Ferramentas como o SONAR, possibilitam cruzar informações públicas e privadas, identificar padrões e revelar conexões que não seriam perceptíveis em análises manuais. Case de sucesso: 35 milhões recuperados Com o uso de tecnologia especializada, torna-se possível construir um panorama detalhado do patrimônio do devedor em tempo reduzido. Isso acelera a tomada de decisão e aumenta a precisão das estratégias de cobrança. Além disso, a análise contínua do perfil do devedor permite monitorar mudanças patrimoniais ao longo do tempo. Mesmo quando não há bens imediatamente disponíveis, o acompanhamento pode indicar o momento oportuno para retomar medidas de recuperação. Insistir ou não insistir? Eis a questão Essa pergunta só pode (e deve) ser respondida com base em dados. A análise patrimonial transforma incerteza em critério objetivo. Ela permite avaliar riscos, estimar probabilidades e definir estratégias proporcionais. Empresas que adotam essa lógica conseguem otimizar seus recursos e aumentar a taxa de recuperação. Mais do que isso, constroem um modelo sustentável de gestão de inadimplência. Se a sua equipe precisa responder se vale ou não a pena insistir em determinado caso, converse conosco, temos a solução.
Devedor “sem bens”? Veja onde ele pode estar escondendo

O processo parecia caminhar para mais um desfecho frustrante. O devedor alegava não possuir bens passíveis de penhora. À primeira vista, era um caso típico de execução infrutífera. No entanto, quando a estratégia jurídica se apoia em investigação patrimonial estruturada e em rastreamento de bens, o cenário pode mudar completamente — e é exatamente esse tipo de abordagem que desenvolvemos na LEME Forense. Continue a leitura deste artigo para entender onde localizar os bens ocultos do devedor. Quando a execução parece chegar a um beco sem saída Situações como essa são mais comuns do que se imagina. Após anos de tramitação processual, o credor finalmente obtém uma decisão favorável. Contudo, no momento de satisfazer o crédito, surge o obstáculo: o executado aparenta não ter patrimônio em seu nome. Inicialmente, as consultas tradicionais retornam negativas. Não há imóveis registrados, veículos ou participações societárias evidentes. Diante disso, muitos processos acabam entrando em um ciclo de diligências repetitivas e pouco eficazes. Entretanto, a experiência demonstra que o rótulo de “devedor sem bens” frequentemente encobre uma realidade distinta: a existência de uma arquitetura de ocultação patrimonial cuidadosamente construída para dificultar a busca de ativos. Em um caso emblemático que aconteceu aqui na LEME Forense, durante um serviço de investigação patrimonial aprofundada, identificou-se que o executado havia deixado de figurar formalmente como sócio de suas empresas pouco antes do início da ação judicial. À primeira vista, tratava-se de uma retirada societária legítima. Todavia, a análise detalhada revelou que os novos sócios eram familiares próximos, sem histórico empresarial compatível. Além disso, as empresas continuavam operando no mesmo endereço, com a mesma estrutura e os mesmos colaboradores. Esse conjunto de indícios apontava para a existência de um grupo econômico informal e para a manutenção do devedor. A partir dessas informações, foi possível fundamentar um pedido de desconsideração da personalidade jurídica, ampliando o alcance da execução. O resultado foi a localização de ativos relevantes e a adoção de medidas eficazes de penhora. Onde os bens costumam ser escondidos O caso acima ilustra um padrão recorrente. A ocultação patrimonial raramente ocorre de forma improvisada; ela segue estratégias relativamente previsíveis, como: Empresas interpostas Um dos mecanismos mais utilizados envolve a transferência de ativos para pessoas jurídicas controladas por terceiros de confiança. Nesses casos, o devedor mantém o uso e o benefício econômico dos bens, ainda que não figure como titular formal. Por meio de rastreamento de bens e cruzamento de dados societários, é possível identificar sinais de confusão patrimonial, como administradores comuns, fluxos financeiros atípicos e compartilhamento de infraestrutura. Quando esses elementos são devidamente documentados, fortalecem pedidos de desconsideração e ampliam as chances de sucesso na execução. 2. Transferências estratégicas e fraude à execução Outro esquema frequente envolve a alienação de patrimônio em momentos críticos do processo. Imóveis e outros ativos são transferidos a familiares ou empresas vinculadas, em operações que podem caracterizar fraude à execução. 📄 LEME indica para leitura: Jornal Migalhas: STJ analisa se fraude à execução afasta proteção do bem de família Nessas hipóteses, a reconstrução cronológica das movimentações patrimoniais é essencial. A busca de ativos orientada por dados permite demonstrar que a transferência teve o objetivo de frustrar credores, viabilizando a declaração de ineficácia do acordo. 3. Pulverização de patrimônio em grupo econômico Em estruturas mais sofisticadas, o devedor distribui ativos entre diversas empresas que integram um grupo econômico. Embora formalmente independentes, essas entidades operam de forma coordenada. A identificação dessa interdependência exige diligências técnicas, capazes de mapear vínculos societários, operacionais e financeiros. Uma vez caracterizado o grupo, o campo de responsabilização patrimonial se expande significativamente. Como fazer uma recuperação bem-sucedida Para uma busca bem-sucedida você precisa do ativo mais valioso do mundo: dados. Tudo gira em torno dos dados e de quais informações sobre o devedor você tiver. Retomando o caso mencionado anteriormente, a virada na execução não ocorreu apenas pela descoberta de ativos. O diferencial esteve na capacidade de converter informações em argumentação jurídica consistente. Relatórios técnicos detalharam a relação entre as empresas, evidenciaram a continuidade operacional e demonstraram a permanência do controle pelo devedor. Esses elementos foram decisivos para convencer o juízo acerca da necessidade de ampliar o alcance da execução. Localize Imóveis, Veículos e Propriedade intelectual (PI) aqui. Esse exemplo evidencia que a busca de ativos, quando integrada à estratégia processual, fortalece cada etapa do cumprimento de sentença. A informação qualificada reduz incertezas e orienta a adoção de medidas mais eficazes. Em síntese, a diferença entre uma execução frustrada e uma recuperação efetiva de crédito raramente reside apenas na existência de patrimônio. O fator decisivo costuma ser a qualidade da estratégia adotada. 📄 Veja outro exemplo: Recuperação de crédito eficiente: parceira da LEME localiza R$35 milhões com SONAR Quando a ocultação patrimonial é enfrentada com diligências qualificadas, rastreamento de bens e análise técnica, o espaço para manobras do devedor se reduz. A execução deixa de ser um percurso incerto e passa a seguir um plano estruturado. A história inicial, que parecia destinada ao insucesso, demonstra que o patrimônio invisível pode ser revelado quando se combina tecnologia, método e expertise jurídica. Se o seu caso envolve um devedor que aparenta não possuir bens, uma abordagem estratégica pode redefinir o rumo do cumprimento de sentença e aproximar a recuperação do crédito da realidade. Na LEME Forense, aplicamos inteligência de dados e metodologia própria de investigação patrimonial para apoiar credores na busca de ativos, na identificação de fraude à execução e na adoção de medidas eficazes de penhora. Converse com a nossa equipe para você também se tornar um case de sucesso
Contencioso estratégico: do processo ao recebimento

O contencioso estratégico surge como uma resposta direta a esse cenário, ao reposicionar o processo judicial como um meio para atingir um objetivo maior: o efetivo recebimento do crédito. Com o apoio de inteligência de dados e soluções desenvolvidas pela LEME Forense, é possível conduzir o contencioso com foco em resultado, previsibilidade e eficiência ao longo de toda a jornada do crédito. O que caracteriza um contencioso estratégico Diferentemente do contencioso tradicional, focado na condução formal do processo, o contencioso estratégico envolve uma atuação planejada, orientada por indicadores e alinhada aos objetivos do cliente. Isso significa analisar o caso antes mesmo do ajuizamento, considerando fatores como perfil do devedor, histórico patrimonial, risco de insolvência e possibilidade real de recuperação. Essa abordagem permite, por exemplo, decidir se vale a pena litigar, negociar ou adotar medidas preventivas. Além disso, contribui para a priorização de demandas com maior potencial de retorno, evitando o desperdício de tempo e recursos em processos de baixa efetividade. Nesse modelo, o advogado deixa de ser apenas um operador do processo e passa a atuar como gestor de risco e estrategista jurídico, com foco em resultado mensurável. Da fase cognitiva à execução: onde a estratégia começa Um dos erros mais comuns no contencioso é concentrar a estratégia apenas na fase de execução. No entanto, no contencioso o planejamento começa ainda na fase cognitiva. A forma como a ação é estruturada, os pedidos formulados e as provas produzidas impactam diretamente a viabilidade futura da execução. Por isso, é essencial que o processo já nasça com uma visão clara sobre o patrimônio, a existência de grupos econômicos, possíveis manobras de blindagem e a localização de ativos. Antecipar esses fatores reduz surpresas e aumenta significativamente as chances de êxito no recebimento. Ao longo do texto processual, escolhas aparentemente técnicas. Como o polo passivo, a fundamentação jurídica e a delimitação do valor da causa, assumem papel estratégico quando conectadas a uma análise patrimonial consistente. Investigação patrimonial como pilar do contencioso estratégico Não há contencioso estratégico sem investigação patrimonial. A recuperação de ativos depende, da existência e localização de bens penhoráveis. Assim, atuar sem mapear o patrimônio do devedor é assumir um risco elevado, muitas vezes desnecessário. A investigação patrimonial permite identificar ativos ocultos, vínculos societários, movimentações suspeitas e estruturas utilizadas para frustrar a execução. Com isso, o jurídico consegue direcionar pedidos judiciais mais assertivos, como desconsideração da personalidade jurídica, inclusão de terceiros no polo passivo ou medidas constritivas mais eficazes. Na LEME Forense, desenvolvemos soluções que centralizam dados públicos, históricos processuais e informações patrimoniais em relatórios analíticos, apoiando decisões estratégicas ao longo de todo o ciclo do processo. Gestão do contencioso como pilar da estratégia Sem controle, visibilidade e organização das informações, não há estratégia possível. É fundamental saber quantos processos estão ativos, em quais fases se encontram, quais valores estão envolvidos e, principalmente, qual é a expectativa real de recuperação de cada crédito. Nesse ponto, a adoção de práticas de legal ops torna-se indispensável. O uso de indicadores, padronização de fluxos e integração entre áreas contribui diretamente para o aumento da eficiência operacional do departamento jurídico. Além disso, uma gestão estruturada permite priorizar esforços em demandas com maior potencial de retorno, evitando o desperdício de tempo e recursos. A soluções que oferecemos permitem acesso estruturado a dados públicos, monitoramento contínuo e organização das informações relevantes para o contencioso. Essa base tecnológica fortalece a atuação estratégica, reduz riscos operacionais e amplia a capacidade analítica dos times jurídicos. Ao integrar tecnologia e legal ops, o contencioso deixa de ser reativo e passa a ser propositivo, alinhado aos objetivos financeiros da organização. Acordos e negociação como ferramentas de eficiência A decisão de negociar deve ser baseada em dados objetivos, como capacidade financeira do devedor, localização de bens e custo do tempo. Quando conduzida de forma técnica e estratégica, a negociação fortalece a posição do credor e aumenta a taxa de recuperação dos recebíveis. O crescimento da inadimplência exige uma mudança de mentalidade na recuperação de recebíveis. O contencioso estratégico permite essa virada ao integrar informações jurídicas, financeiras e patrimoniais em uma única análise. Com isso, a empresa passa a compreender melhor sua carteira de créditos, identificar padrões de risco e definir estratégias diferenciadas para cada perfil de devedor. Essa visão integrada reduz perdas, aumenta a previsibilidade e contribui para uma gestão mais sustentável do crédito. Do processo ao recebimento: uma escolha estratégica Ir do processo ao recebimento exige mais do que técnica jurídica. Exige estratégia, dados e uma gestão do contencioso orientada a resultado. O contencioso estratégico conecta cobrança extrajudicial, cobrança judicial, negociação, acordos e tecnologia em uma lógica única, focada na recuperação efetiva dos recebíveis. Juntando as nossas expertises, as do seu escritório com a nossas soluções, é possível transformar o contencioso em um instrumento de valor, previsibilidade e eficiência. Quando a estratégia certa encontra os dados certos, o processo deixa de ser apenas um número e passa a ser resultado. Convite para se aprofundar mais sobre o tema conosco Neste mês realizaremos um webinar com o tema deste artigo, com foco para aprofundar este conhecimento na prática. Será no dia 24/02 às 16h, garanta já sua vaga: Inscreva-se aqui Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por LEME Inteligência Forense (@lemeforense)
Legaltech em 2026: o que podemos esperar

O setor jurídico entrou definitivamente em uma nova fase. Em 2026, a discussão já não gira em torno de se a tecnologia deve ser adotada, mas como ela será utilizada para reduzir riscos, aumentar previsibilidade e sustentar decisões estratégicas. Em um ambiente marcado por alto volume de dados, pressão por eficiência e crescente complexidade regulatória, soluções tecnológicas deixaram de ser acessórios. E é nesse contexto que a desenvolvemos esse artigo, com o objetivo de analisar como esse novo momento na era do Direito 5.0 vai impactar este novo ano, venha conosco nessa “leitura do futuro”. O amadurecimento do ecossistema legaltech Nos últimos anos, o mercado de legaltechs deixou a fase experimental. Em 2026, essa maturidade se consolida. Segundo análise publicada pelo Law Innovation, as principais tendências tecnológicas indicam que ferramentas jurídicas digitais passaram a ocupar funções centrais na gestão de informações, análise de riscos e organização de fluxos de trabalho. Esse movimento não acontece por acaso. O crescimento do volume processual, a multiplicação de obrigações regulatórias e a exigência por respostas mais rápidas tornaram inviável a manutenção de estruturas manuais ou fragmentadas. O resultado é claro: quem não evolui tecnologicamente passa a operar com maior risco e menos controle. Inteligência artificial aplicada ao Direito: de apoio operacional a ativo estratégico Entre as tendências mais relevantes para este ano está o uso mais sofisticado da inteligência artificial (IA). Deixa de ser apenas uma ferramenta de automação e passa a atuar apoiando a leitura de grandes bases de dados, a identificação de padrões e a construção de análises preditivas. Na prática, isso significa substituir decisões baseadas apenas em histórico imediato ou percepção subjetiva por análises mais objetivas, sustentadas por dados. Para o jurídico, o impacto é: menos manualidade, mais previsibilidade e maior capacidade de antecipar cenários críticos. Ainda assim, a tecnologia não elimina o papel do profissional. O valor está justamente na combinação entre capacidade técnica e interpretação estratégica das informações geradas pelos sistemas. Advocacia 5.0 e a mudança de mentalidade O conceito de Advocacia 5.0, como mostrado pelo Portal JurisTec, reforça um ponto central: o maior desafio do setor jurídico não é tecnológico, mas cultural (Advocacia 5.0: os desafios de 2026). A adoção de ferramentas, por si só, não garante relevância. O mercado passa a exigir mais do que produtividade. Exige clareza estratégica, consistência técnica e capacidade de gerar impacto real nas decisões de negócio. Nesse cenário, o jurídico deixa de ser apenas executor e assume um papel consultivo, orientado por dados. Dados jurídicos como ativos valiosos Outro ponto decisivo para este ano é a valorização dos dados jurídicos como ativos estratégicos. Informações antes dispersas passam a ser organizadas, analisadas e utilizadas de forma estruturada. A capacidade de cruzar dados jurídicos influencia diretamente a qualidade das decisões. Ferramentas de jurimetria, relatórios analíticos e sistemas de monitoramento permitem antecipar riscos e estruturar estratégias com maior segurança. Assim, o jurídico passa a atuar de forma preventiva. Eficiência operacional como fator de redução de risco A automação de processos jurídicos segue como uma das principais alavancas de eficiência em 2026. Soluções voltadas à gestão documental, controle de prazos e integração de ferramentas reduzem falhas humanas e aumentam a rastreabilidade das informações. Esse ganho operacional vai além da economia de tempo. Ele impacta diretamente a redução de riscos jurídicos, financeiros e reputacionais, especialmente em estruturas complexas e de alto volume. O novo perfil do profissional jurídico O Portal JurisTec destaca que a Advocacia 5.0 exige um novo perfil profissional. Além do domínio técnico, tornam-se indispensáveis competências como leitura de dados, compreensão de tecnologia aplicada ao Direito e capacidade de análise estratégica. Vale ressaltar, daqui para frente, o profissional jurídico relevante será aquele capaz de interpretar informações e utilizar ferramentas para transformar dados em decisões e comunicar riscos de forma clara e precisa. Governança, ética e responsabilidade no uso da tecnologia Cresce a necessidade de governança e controle. O uso inadequado da tecnologia pode gerar riscos jurídicos e reputacionais significativos. Por isso, uma das tendências para este ano é o fortalecimento de modelos de governança tecnológica, com foco em transparência, segurança da informação e conformidade regulatória. Saiba por onde começar O cenário de 2026 deixa uma mensagem bem clara: o futuro do Direito pertence a quem consegue integrar tecnologia, dados e pensamento estratégico. Legaltechs deixam de ser suporte e passam a ocupar posição central na gestão de riscos e na tomada de decisão. Nesse contexto, você e sua equipe vão precisar de ferramentas e parceiros de confiança para acompanhar sua jornada durante o ano. E é com esse pensando que desenvolvemos a nossas soluções: coletamos, organizamos e fazemos o cruzamento de dados públicos, transformando informações dispersas em relatórios técnicos, bases consolidadas e informações verídicas para apoiar a sua tomada de decisão. Se a sua equipe busca mais controle, eficiência e inteligência de dados na gestão jurídica ao longo de 2026, o primeiro passo é iniciar essa conversa. Entre em contato com nossos especialistas: +55 41 99281-9365 contato@lemeforense.com.br Estamos no aguardo para apoiar você e sua equipe neste ano que exige cada vez mais dados, visão e precisão.
Grupos econômicos ocultos: principais aprendizados do nosso webinar

Identificar grupos econômicos ocultos deixou de ser um diferencial estratégico e passou a ser uma exigência prática para quem atua na execução, especialmente no cenário atual. Foi exatamente esse o foco do webinar realizado em 15 de janeiro, no nosso canal do YouTube, com mediação de Leonardo Botelho, Head do nosso time de Inteligência, e participação especial de Danilo Diniz, Diretor do TRT da 18ª Região, servidor há mais de 13 anos, professor e referência nacional em investigação patrimonial. Desde o início do encontro, ficou claro que estamos falando de um tema sensível. Como destacou Danilo Diniz, “o tema mais importante para execução nesse ano”. Isso porque a dinâmica empresarial mudou, a esfera trabalhista se transformou e, como consequência direta, o trabalho do advogado também precisou evoluir. Ao longo do webinar, debatemos o que caracteriza, na prática, um grupo econômico oculto, onde concentrar esforços investigativos, como diferenciar grupo econômico de blindagem patrimonial e qual o papel dos dados públicos e da tecnologia nesse processo. A seguir, reunimos os principais aprendizados. O que caracteriza, na prática, um grupo econômico — além do que está no papel? Durante muito tempo, a identificação de grupo econômico esteve restrita à análise formal dos contratos sociais e à busca por identidade de sócios. Contudo, essa abordagem já não responde à realidade atual. Hoje, o devedor “sofisticado” estrutura suas operações de forma fragmentada justamente para dificultar a persecução patrimonial. Nesse sentido, Danilo Diniz foi direto ao alertar que “temos que aprender a identificar e se proteger e se antecipar a esse devedor caloteiro, que possa se valer de uma estrutura artificial, só para blindar o patrimônio dele”. Ou seja, o foco da investigação não pode se limitar ao que está formalizado, mas precisa alcançar o que foi intencionalmente ocultado. A lógica mudou. Se antes o centro da apuração estava na identidade societária, hoje o olhar deve ser mais amplo e atento ao comportamento empresarial. Como consequência, o papel do advogado também se transforma. Nas palavras de Danilo, “além de advogado, você vai ter que virar um investigador”. Na prática, isso significa buscar sinais indiretos de integração: Atividades no mesmo endereço Dados cadastrais compartilhados Telefones E-mails semelhantes Identidade visual próxima; uso das mesmas cores Nomes parecidos Funcionários ou gerentes em comum Todos esses podem ser indícios relevantes. Isoladamente, podem parecer frágeis. Em conjunto, constroem um quadro probatório. Sugestão de leitura complementar: Como encontrar grupos ocultos com o SONAR Onde dedicar esforços na execução Identificar indícios é apenas o primeiro passo. O verdadeiro desafio está em provar a existência do grupo econômico oculto. Um dos pontos mais enfatizados no webinar foi a necessidade de estruturar a investigação desde o início da execução, de forma estratégica e contínua. Um ponto relevante diz respeito às falsas aparências de encerramento das atividades. Muitas empresas demitem funcionários e reduzem operações visíveis, mas continuam atuando por meio de outras pessoas jurídicas. Nesses casos, é indispensável aprofundar a investigação e treinar o olhar para identificar abuso da personalidade jurídica ou desvio de finalidade. É exigido que o advogado saiba demonstrar, de forma clara, a estrutura empresarial criada para dificultar a satisfação do crédito. Caso contrário, como alertou Danilo Diniz, “o devedor vai abrir um champanhe se você não for atrás dessas informações”. Como boa prática, Danilo aconselhou a construção de um dossiê do devedor. Esse material deve ser iniciado no começo do processo e constantemente atualizado. Segundo ele, esse dossiê funciona como uma bússola, orientando decisões estratégicas, pedidos ao juízo e a própria condução da execução. Quais as principais diferenças entre grupo econômico e blindagem patrimonial? Embora distintos do ponto de vista conceitual, grupo econômico e blindagem patrimonial frequentemente se confundem na prática. Estruturas empresariais podem ser montadas para fragmentar ativos, confundir credores e dificultar a responsabilização patrimonial. Um exemplo recorrente citado no webinar é aquele em que uma empresa concentra a atividade econômica, enquanto outra aparece formalmente como titular dos bens ou responsável pelas obrigações. Em muitos casos, essa separação é apenas aparente, funcionando como uma cortina de fumaça. Como alertou Danilo Diniz, “a empresa X é quem toca o negócio, mas na hora da cobrança aparece o nome de outra empresa, e, muitas vezes, isso é só para confundir o credor”. Por isso, é necessário observar quem exerce o controle efetivo, como circulam os recursos e qual é a finalidade real das estruturas criadas. Nesse ponto, a investigação patrimonial se mostra indispensável para sustentar pedidos de redirecionamento da execução e afastar “artimanhas” criadas apenas para ocultar patrimônio. Dados públicos hoje ajudam ou atrapalham? A entrada da LGPD trouxe novos desafios ao acesso à informação, mas não inviabilizou a investigação patrimonial, esclareceu Diniz. Ainda existe um volume expressivo de dados públicos disponíveis. O diferencial está na forma como esses dados são tratados. Durante o webinar, ficou evidente que a tecnologia é uma aliada indispensável. Ferramentas como o SONAR, utilizam dados abertos e os cruzam com inteligência, entregando informações que muitas vezes não aparecem nem mesmo em ferramentas judiciais tradicionais. Danilo Diniz foi categórico ao afirmar que “Eu sempre falo para os meus alunos, hoje não tem nada melhor do que a LEME Forense, principalmente para identificar grupo econômico”. O valor não está apenas no acesso aos dados, mas na capacidade de transformá-los em informação, organizada e acionável. Mapa de Calor: onde olhar primeiro Um dos momentos finais do webinar foi feita a demonstração do Mapa de Relacionamentos do SONAR, conduzida por Leonardo Botelho. A visualização gráfica das conexões empresariais facilita a compreensão de estruturas complexas e acelera a tomada de decisão. Como foi definido por Danilo, “esse mapa é ouro”. Ele permite identificar indícios em todo o território nacional, evitando investigações limitadas a um único estado ou comarca. Nesse contexto, o convidado destacou: “muitas vezes o advogado está investigando uma empresa de São Paulo e limita a pesquisa ao próprio estado. O mapa de calor rompe essa lógica, porque revela indícios em todo o território nacional, inclusive situações em que uma empresa sediada em São Paulo possui bens ou terras registradas em Goiás, por exemplo” Durante o webinar foram apresentados alguns casos vistos pelos especialistas, como: Exemplo prático 1: foi possível identificar mais de 40 empresas registradas no mesmo endereço, o que revelou um forte indício de compartilhamento de estrutura operacional e possível criação de pessoas jurídicas
Como encontrar grupos ocultos com o SONAR

Na prática da execução, o maior desafio já não é encontrar informação, mas saber onde olhar, como cruzar dados e, principalmente, como comprovar juridicamente a existência de um grupo econômico oculto. Ao longo deste artigo, reunimos um passo a passo para usuários do SONAR de quais módulos da plataforma utilizar para encontrar informações sobre grupos ocultos, veja a seguir. Passo 1: defina o objetivo Antes de iniciar qualquer pesquisa no SONAR, o primeiro passo é definir com clareza qual é o objetivo da investigação. A análise busca ampliar o polo passivo? Sustentar um pedido de desconsideração da personalidade jurídica? Identificar corresponsáveis patrimoniais na execução? Essa definição não é apenas estratégica, mas técnica. Investigações sem hipótese clara geram excesso de dados. No contexto jurídico, método é o que separa informação de prova. Objetivo definido? Vamos a frente. Passo 2: inicie pelo Mapa de Relacionamentos O Mapa de Relacionamentos é o ponto de partida da investigação no SONAR. A partir da pesquisa do devedor principal, pessoa física ou jurídica, a plataforma realiza uma varredura automática em busca de vínculos relevantes. Ao acionar o indício de grupo econômico, o sistema passa a identificar pessoas físicas e jurídicas que compartilham dados sensíveis com o alvo analisado, especialmente: Endereço Telefone E-mail Esses elementos funcionam como indícios iniciais e orientam o aprofundamento da análise. Passo 3: escolha entre Scanner ou Dossiê conforme a estratégia Com os primeiros vínculos identificados, o próximo passo é definir qual ferramenta utilizar para aprofundar a investigação: Scanner ou Dossiê. Essa escolha depende do estágio da análise e do grau de complexidade da estrutura investigada. Utilize o Scanner para análise conjunta de múltiplos alvos O Scanner permite a pesquisa de mais de uma pessoa em um único pedido, oferecendo uma visão integrada das relações existentes. Ele é indicado quando: Há suspeita de grupo econômico amplo Existem vínculos cruzados entre pessoas físicas e jurídicas O objetivo é evitar análises fragmentadas Por isso, no contexto de grupos econômicos ocultos, o Scanner costuma ser a ferramenta mais eficiente na fase exploratória. Utilize o Dossiê para aprofundamento individual O Dossiê é indicado quando a investigação exige foco em um único alvo. Cada solicitação corresponde a uma pessoa física ou jurídica, permitindo organização e aprofundamento das informações. Ele é especialmente útil quando: O grupo econômico já está parcialmente delimitado A estratégia exige robustecer a prova contra um agente específico Os dados serão utilizados diretamente na instrução processual Scanner e Dossiê são ferramentas essenciais dentro da lógica investigativa. Passo 4: consolide a investigação com o módulo de certidões Após identificar e validar os vínculos, a investigação precisa avançar para a fase documental. O módulo de certidões é essencial para: Conferir a factualidade das informações levantadas Ter todos os documentos como provas Sustentar pedidos e teses processuais Sem essa etapa, a investigação permanece apenas no campo indiciário. Caminho para pesquisa por grupos ocultos Mapa de relacionamentos —> Scanner ou Dossiê —> Certidões Identificar grupos econômicos ocultos não depende apenas de acesso à informação, mas de método, leitura técnica e documentação válida. Quando o SONAR é utilizado de forma estratégica, você vai transformar dados dispersos em argumentos sustentáveis. Na LEME Forense, desenvolvemos métodos para apoiar decisões jurídicas complexas com segurança e profundidade analítica. Se o seu objetivo é elevar o nível da investigação patrimonial, este passo a passo — e o webinar — são o seu próximo movimento estratégico.
Por que a inovação ainda é tratada como custo no jurídico

No mercado jurídico brasileiro, onde a complexidade regulatória e os prazos apertados demandam eficiência máxima, muitos profissionais ainda veem a inovação como um custo desnecessário, em vez de um investimento estratégico. Essa percepção persiste apesar das evidências claras de que tecnologias como automação de processos jurídicos podem otimizar operações, reduzir riscos e elevar a competitividade. Nós, da LEME Forense ajudamos escritórios e departamentos jurídicos a superar essa barreira, transformando inovação em resultados mensuráveis. Entre em contato conosco hoje e descubra como uma consultoria personalizada pode revolucionar sua prática jurídica. Advogados e gestores podem associar novas tecnologias a despesas iniciais elevadas, como aquisição de softwares e treinamentos, ignorando os retornos de longo prazo. Portanto, surge a pergunta: por que a inovação ainda é tratada como custo no jurídico? Uma análise revela que essa visão decorre de fatores culturais e estruturais. Os custos ocultos da inércia tecnológica Embora a inovação exija investimento upfront, a inércia tecnológica impõe custos ocultos ainda mais onerosos. Por exemplo, o retrabalho manual em análises de contratos ou due diligence pode consumir horas preciosas de profissionais qualificados, elevando despesas operacionais. Assim, escritórios que postergam a adoção de tecnologia aplicada no direito enfrentam não apenas perdas financeiras, mas também riscos jurídicos ampliados, como erros humanos em verificações de compliance. Considere o cenário de recuperação de créditos, área crítica para empresas no Brasil: sem automação, a triagem de devedores envolve buscas dispersas em cartórios e bases públicas, propensas a falhas. Portanto, tratar a inovação como custo ignora esses ganhos: menor tempo significa maior capacidade de atendimento a clientes, e redução de retrabalho preserva a reputação profissional. Como a tecnologia aplicada reduz riscos, tempo e retrabalho A tecnologia aplicada no direito não é mera modinha; ela é uma alavanca para eficiência comprovada. Plataformas de legal tech, como as de análise preditiva e blockchain para contratos inteligentes, minimizam riscos ao automatizar verificações de conformidade com a LGPD e normas anticorrupção. Além disso, a automação de tarefas repetitivas, como extração de dados de processos judiciais, libera advogados para atividades de alto valor, como estratégia litigiosa. Um exemplo é o SONAR que tem ferramentas de background check automatizado, cortando o tempo de due diligence de semanas para dias, No entanto, o maior benefício reside na redução de retrabalho: algoritmos de machine learning aprendem com casos passados, previnem inconsistências e otimizam fluxos de trabalho. Assim, a inovação se converte em custo zero a médio prazo, gerando ROI expressivo. Benefícios quantificáveis da inovação no jurídico Para ilustrar de forma estruturada, eis uma tabela comparativa baseada em benchmarks do mercado: Aspecto Sem Inovação (Método Tradicional) Com Tecnologia Aplicada Tempo de Análise 40-60 horas por contrato 4-8 horas (redução de 85%) Risco de Erro 15-20% (erros humanos) <5% Custo Operacional R$ 5.000-10.000 por caso R$ 1.000-2.000 (escalável) Retrabalho 30% dos casos <10% Esses números, extraídos de relatórios da Thomson Reuters, comprovam que a tecnologia não é custo, mas mitigador de despesas. Transforme custo em vantagem competitiva Em síntese, a resistência à inovação no mercado jurídico decorre de visões precipitadas, mas é superável com evidências e implementação criteriosa. A tecnologia aplicada reduz riscos, tempo e retrabalho, posicionando profissionais à frente em um ecossistema cada vez mais digital. Não deixe que percepções limitem seu potencial, a LEME Forense oferece soluções personalizadas em automação para recuperação e análise de crédito, gestão de riscos e investigação patrimonial, com clientes em todo o Brasil. Agende agora uma demonstração gratuita pelo site www.lemeforense.com.br ou pelo WhatsApp e veja como podemos reduzir seus custos. O futuro do Direito é a inovação; garanta sua participação.
O que mudou no Judiciário em 2025

O ano de 2025 representou um ponto de inflexão para o Judiciário brasileiro. Mais do que mudanças pontuais, houve a consolidação de uma lógica institucional baseada em padronização decisória, racionalização de processos e maior exigência técnica das partes. Para advogados, escritórios, departamentos jurídicos e áreas de compliance, esse novo cenário impõe adaptação imediata, sob pena de perda de competitividade e eficiência. A seguir, analisamos os 5 principais movimentos que marcaram o Judiciário em 2025 e seus impactos diretos no mercado jurídico. Consolidação definitiva da Justiça Digital Embora o processo eletrônico já estivesse amplamente difundido, 2025 marcou a consolidação definitiva da Justiça Digital como regra. Audiências virtuais e híbridas passaram a contar com regulamentações mais claras, reduzindo questionamentos procedimentais e trazendo maior previsibilidade à condução dos atos processuais. Além disso, houve avanço relevante na integração entre sistemas judiciais, cartórios, juntas comerciais e bases públicas. Na prática, isso ampliou a capacidade do Judiciário de cruzar informações, identificar inconsistências e acelerar análises preliminares. Para o mercado jurídico, o impacto é direto: peças mal instruídas, dados incompletos ou informações contraditórias passaram a ser rapidamente detectadas. Leia mais sobre o assunto no blog: “Transformação digital no Direito: como a tecnologia está moldando os departamentos jurídicos” Fortalecimento do sistema de precedentes e da segurança jurídica Esse ano foi intensificada a aplicação do sistema de precedentes qualificados. Decisões vinculantes dos tribunais superiores passaram a ser observadas com maior rigor, e a tentativa de afastamento desses entendimentos exige fundamentação técnica consistente. Esse movimento elevou o nível técnico da advocacia e reduziu o espaço para teses exploratórias ou apostas processuais sem lastro. Como consequência, cresce a relevância da jurimetria, da análise estatística de decisões e da inteligência jurídica aplicada à estratégia processual. Confira as tendências do mercado nesse ano, nesse vídeo: Jornada estratégica: Cenário atual e insights Uso institucional de inteligência artificial nos tribunais Outro marco de 2025 foi o uso mais estruturado de inteligência artificial no apoio à gestão judicial. Ferramentas de IA passaram a ser utilizadas para triagem processual, identificação de demandas repetitivas, organização de precedentes e gestão de acervo. Embora a decisão final permaneça sob responsabilidade humana, o filtro inicial se tornou mais técnico e objetivo. Para advogados e escritórios, esse cenário reforça a importância de uma atuação baseada em dados, análise de precedentes e compreensão do comportamento decisório dos tribunais. Leia mais sobre essa assunto no artigo: IA na investigação patrimonial Mudanças relevantes na execução civil e recuperação de crédito A execução civil foi uma das áreas mais impactadas em 2025. O Judiciário passou a realizar, de forma mais clara, a efetividade da execução, especialmente em casos de ocultação patrimonial e uso abusivo de estruturas societárias. Houve maior abertura para o reconhecimento de grupos econômicos e para a responsabilização patrimonial indireta. No entanto, o ônus probatório também se tornou mais rigoroso. Alegações genéricas perderam espaço para provas técnicas, relatórios estruturados e demonstrações objetivas de vínculos patrimoniais. Na prática, isso fortalece a investigação patrimonial profissional e orientada por dados, como ferramenta central na recuperação de crédito. Assista ao webinar: Recuperação de crédito inteligente Compliance, dados e responsabilidade no uso da informação O ambiente regulatório mais maduro também impactou diretamente o Judiciário em 2025. A origem, o tratamento e a finalidade dos dados apresentados em juízo passaram a ser analisados com mais atenção, especialmente seguindo a legislação de proteção de dados. Relatórios, laudos e provas documentais precisam ser tecnicamente consistentes e juridicamente defensáveis. O uso inadequado de informações pode gerar questionamentos processuais e até responsabilização. Assim, áreas como compliance, due diligence e investigação patrimonial passaram a exigir ainda mais método, governança e rastreabilidade. Saiba mais no ebook: Compliance 360° Rumo a 2026 Somadas, essas mudanças desenham um novo padrão de exigência do Judiciário. O domínio da dogmática jurídica continua essencial, mas já não é suficiente de forma isolada. O profissional do Direito de 2025 precisa compreender dados, tecnologia, precedentes e lógica econômica dos litígios. Escritórios e departamentos jurídicos que estruturam sua atuação com base em inteligência jurídica, análise patrimonial e visão estratégica tendem a operar com mais eficiência, previsibilidade e vantagem competitiva. Acompanhamos de forma ativa todas as transformações do Judiciário e desenvolvemos soluções alinhadas a esse novo cenário. Atuamos com investigação patrimonial orientada por dados, monitoramento estratégico e inteligência aplicada à tomada de decisão jurídica. Se o Judiciário mudou, a atuação jurídica também precisa evoluir, nós ajudamos você a fazer isso com método, técnica e segurança, entre em contato conosco.
Quer montar um time de investigação? Veja os insights do nosso último webinar

Se o seu escritório está em busca de estruturar a investigação patrimonial como unidade de negócio, você encontrou o artigo certo. Foi exatamente essa visão que norteou o nosso último webinar, pensado para quem quer sair do manual e operar com maturidade técnica e financeira. Confira a seguir os principais insights que surgiram durante o webinar do dia 11/12, e já saiba a data e o tema do próximo. Investigação patrimonial como unidade de negócio O webinar com tema principal “Investigação patrimonial como unidade de negócio: estrutura, processos e lucratividade” reuniu profissionais que vivem esse desafio na prática. A mediação foi conduzida por Valdo Silveira (CEO da LEME Forense) e Leonardo Botelho (Head de Investigação), com a participação do convidado Valter Salatini, do escritório Tortoro, Madureira & Ragazzi Advogados. Assista aqui o vídeo completo: O ponto de partida do debate foi o contexto de mercado. Há um crescimento consistente da demanda por localização de ativos, identificação de patrimônio oculto e análise de grupos econômicos, impulsionado principalmente pelo aumento da inadimplência estratégica e pela sofisticação das estruturas de blindagem patrimonial. Os escritórios que se destacam compartilham três fundamentos essenciais: uso estruturado de dados; aplicação de metodologia clara e replicável; apoio contínuo de tecnologia especializada. Essa combinação permite ganho de escala, redução de retrabalho e maior assertividade na tomada de decisão. Criação da área: da necessidade à estruturação A decisão de estruturar uma área própria de investigação patrimonial partiu da percepção de que o modelo tradicional não entregava a velocidade e a profundidade exigidas pelos casos complexos. Os primeiros passos envolvem: definição objetiva do escopo da investigação; separação clara entre funções jurídicas e investigativas; criação de fluxos internos e responsabilidades bem delimitadas. Estrutura e processos: onde a maioria dos escritórios erra Outro ponto sensível abordado foi a escolha de ferramentas, parceiros e metodologia. Integrar tecnologia ao dia a dia jurídico exige mudança de mentalidade, treinamento e padronização. Ficou claro que tecnologia isolada não resolve. Sem método, ela gera ruído. Da mesma forma, metodologia sem tecnologia limita escala e eficiência. Resultados concretos: ganhos operacionais e estratégicos Quando a área passa a operar de forma estruturada, os resultados aparecem de maneira objetiva. Entre os principais benefícios destacados estão: maior agilidade na fase de execução; aumento da taxa de sucesso na localização de ativos; melhoria significativa na entrega de valor para clientes institucionais. Como funciona o serviço de investigação na LEME Forense Na sequência do webinar, Leonardo Botelho apresentou como estruturamos a esteira de investigação patrimonial. Nós oferecemos o serviço de investigação, separadamente da plataforma SONAR, em que fazemos o todo o processo de pesquisa e entregamos um relatório com todas as informações obtidas. Temos um time especializado para esse quesito, no qual Leonardo é gerente. Ele explicou que atuamos com dois grandes perfis de casos: casos complexos, que envolvem ocultação sofisticada de bens, redes de relacionamento e estruturas societárias elaboradas; casos operacionais, caracterizados por alto volume e necessidade de resposta rápida. A equipe é alocada conforme a complexidade, evitando gargalos comuns como sobrecarga, falhas de comunicação e perda de prazos. Quer saber mais sobre esse serviço? Entre em contato por aqui. Monetização da investigação patrimonial: modelos possíveis Um dos temas centrais do debate foi a monetização. Foram apresentados três modelos principais: modelo fixo; modelo variável; modelo misto. A precificação deve considerar critérios objetivos, como: porte do caso; profundidade da investigação; volume de dados analisados. Próximo webinar: grupos econômicos ocultos e a prova na execução Para aprofundar um dos pontos mais sensíveis da investigação patrimonial contemporânea, a LEME Forense realizará, no dia 15 de janeiro, às 16h, um novo webinar com transmissão ao vivo pelo YouTube. O encontro terá como tema “Grupos Econômicos Ocultos: como identificar e comprovar na execução”, assunto que hoje ocupa posição central nas estratégias de recuperação de crédito e no contencioso executivo. A mediação será conduzida também por Leonardo Botelho, Head de Investigação da LEME Forense, com a participação do convidado Danilo Diniz, profissional com atuação prática no enfrentamento de estruturas societárias complexas. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por LEME Inteligência Forense (@lemeforense) O webinar parte de um contexto conhecido: a crescente sofisticação das estruturas empresariais. Em muitos casos, essa complexidade decorre de planejamento tributário e expansão legítima dos negócios. Em outros, contudo, ela é utilizada como mecanismo de blindagem patrimonial e diluição artificial de responsabilidades, dificultando a satisfação do crédito. Nesse cenário, compreender como os grupos econômicos se formam — e como podem ser comprovados na execução — tornou-se uma competência estratégica. Ao longo do encontro, serão discutidos temas como a caracterização prática de grupos econômicos para além do que está no papel, os erros mais comuns cometidos na tentativa de reconhecimento dessas estruturas, a distinção entre organização societária legítima e fraude contra credores, bem como o papel dos dados públicos na investigação patrimonial. A proposta é demonstrar como a visão investigativa, quando integrada à análise jurídica, fortalece a construção das teses e aumenta a efetividade das medidas executivas. Se o seu objetivo é elevar o nível da sua operação e preparar o escritório para um cenário cada vez mais exigente, realize a sua inscrição e acompanhe de perto as discussões que realmente impactam o seu dia a dia.